LAIARA

LACERDA

3x4.jpg

Laiara Lacerda é advogada com especialização em Direito Civil e Processo Civil e docência em ensino superior. Láìyára é poetisa, fotógrafa, escritora e descortina memórias com seu Projeto Fotográfico de cunho educativo e criativo que trata da percepção poética sobre autoimagem e autoestima da mulher e tem por objetivo retratar a liberdade do corpo feminino historicamente marcado pela repressão. No livro-experiência Atelier Expandido, foi publicado o texto Espada de São Jorge, um relato de experiência de isolamento social. 

  • iconinstagram
icontumblr.png
iconinstagram.png

O Labirinto de Aia - uma série fotográfica de 2020 baseada no mito de Hécate. Encarando as sombras por dentro nas vísceras de um peixe. Por que o peixe? porque ele vive submerso e "nada", representando o "nada", esse sentimento recorrente entre mulheres abusadas psicologicamente e oprimidas simbolicamente. A flor do deserto vermelha e as mãos de sangue representando as mães de sangue - a ligação entre mãe e filha (descrita no relato Espada de São Jorge publicado no livre-expandido). Desse labirinto que passa pelo sangue, há o nascimento de um corpo nu protegido apenas pela Espada de Iansã, cuja mão (ainda de sangue) toca a paz e faz o corpo inteiro sentir de novo, atravessando-o com as cores do arco-íris... esse corpo marcado pela opressão velada, por isso a vela do outro lado do labirinto; Aia vê a luz que agora não ofusca por estar permeada por sombras e faz círculos como mágica, transmutando e incendiando e voando como um pássaro... provocando um novo nascimento dessa mulher, agora a partir da terra, do ar, do fogo e das águas, do enraizamento feito à mão, o novo nascimento a partir do sangue do útero. A partir daí, Aia consegue se ver por dentro... das águas e apresenta as ressonâncias curativas dessa viagem/jornada através da arte (pintura, literatura, vídeo). Mas o sangue sempre está lá, todo ciclo, mostrando que antes de seguir em frente é necessário olhar para trás, para as prisões do passado guardadas na memória do corpo. O corpo é a chave. Então, a série de 2019 é em P&B retratando a repressão como substantivo feminino, a prisão do sangue (seja na menstruação - início da poda sexual/criativa feminina, seja a prisão imposta às mães, representadas pela foto do ultrassom do útero), a busca pela liberdade e os cortes em nossos seios, seja pelos olhares ou pela necessidade de perfeição. Finalmente, a série de 2018 @descortina_A memória do corpo feminino, mostra várias mulheres de corpos livres, desbancando com o riso a pseudo-autoridade velada sobre seus corpos.

Selo_PABB-6.png